Cientistas australianos acoplaram sensores na testa de elefantes-marinhos como uma maneira de estudar regiões remotas do oceano. O aparelho registra as características da água e do solo nos pontos pelos quais o animal passa, e os dados são enviados para os laboratórios em terra.
Os animais usados na pesquisa são nativos da Antártica e nadam profundamente no oceano. Segundo os especialistas, o elefante-marinho mergulha a profundidades de até 1,8 km para buscar comida. Colocar o aparelho na testa dos foi a melhor forma encontrada para estudar águas tão profundas, principalmente no inverno.
“Os elefantes-marinhos foram a uma região do mar que nenhum navio jamais alcançaria”, afirmou Guy Williams, do Centro Cooperativo de Pesquisas de Clima e Ecossistemas da Antártica, no estado australiano da Tasmânia.
Segundo os pesquisadores, as propriedades das águas do fundo do oceano na costa da Antártica evidenciam tendências no clima global para os anos seguintes. Eles acreditam que, com o estudo, seja possível prever melhor os efeitos da mudança climática.
(Fonte: Ambiente Brasil - G1)
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Instituto nacional dos mares sai até o fim do 1º semestre, diz secretário
O projeto de criar no Brasil o primeiro centro nacional voltado à oceanografia deve sair do papel até o fim do primeiro semestre deste ano, de acordo com Carlos Nobre, secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI).
O climatologista disse ao G1, na última semana, que a proposta, apresentada no ano passado, tramita atualmente por ministérios, como o da Casa Civil. “É uma questão de semanas ou de alguns meses. Já está na fase final”, disse.
O novo instituto dos mares deve receber investimento de R$ 150 milhões nos primeiros quatro anos, montante que será destinado à construção das novas instalações e também para operacionalização dos centros.
Nobre explica que o novo órgão de pesquisa – que funcionará de forma parecida com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe – terá sedes espalhadas pelo litoral brasileiro, mas sua sede principal ficará em Brasília. Ele não especificou quantas unidades seriam, nem quais cidades receberiam um dos centros.
“O Brasil ainda não tem um órgão nacional de pesquisas oceânicas, sendo que elas ficam concentradas apenas no sistema universitário. A intenção é que o centro coordene o que já é feito dentro das universidades”.
Apoio de navios – Com foco no Oceano Atlântico Sul, a nova instituição poderá contar com a atual frota de navios oceanográficos que são utilizados pela Marinha e por outras universidades.
Entre eles estão as duas embarcações que auxiliam as operações cientificas e militares do Brasil na Antártica – os navios Almirante Maximiano e Ary Rongel – além do Alpha Crucis, que entrou em operação no ano passado e foi adquirido por US$ 11 milhões em parceria da Universidade de São Paulo com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
Pesquisas já desenvolvidas – O novo centro deverá concentrar diferentes áreas de investigação científica. Dados sobre o impacto da exploração do petróleo das camadas de pré-sal no oceano, por exemplo, deverão ser trabalhados por cientistas envolvidos com o novo órgão.
Além disso, também serão priorizadas informações sobre a perda de recifes de corais no país, um fenômeno que tem sido estudado e assusta os cientistas devido à sua velocidade.
De acordo com uma pesquisa, nos últimos 50 anos o país perdeu cerca de 80% desse ecossistema devido à extração e à poluição doméstica e industrial. O restante existente está ameaçado pelos efeitos das mudanças climáticas.
Outro foco importante será buscar mais detalhes sobre a meio-fauna, um ecossistema formado por organismos menores que um milímetro que vivem no ambiente marinho.
Impossíveis de serem vistos a olho nu e inofensivos a humanos, eles podem ser grandes colaboradores na manutenção da qualidade da água e na indicação de problemas ambientais, como a poluição de ambientes marinhos.
(Fonte: AmbienteBrasil - Globo Natureza)
O climatologista disse ao G1, na última semana, que a proposta, apresentada no ano passado, tramita atualmente por ministérios, como o da Casa Civil. “É uma questão de semanas ou de alguns meses. Já está na fase final”, disse.
O novo instituto dos mares deve receber investimento de R$ 150 milhões nos primeiros quatro anos, montante que será destinado à construção das novas instalações e também para operacionalização dos centros.
Nobre explica que o novo órgão de pesquisa – que funcionará de forma parecida com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe – terá sedes espalhadas pelo litoral brasileiro, mas sua sede principal ficará em Brasília. Ele não especificou quantas unidades seriam, nem quais cidades receberiam um dos centros.
“O Brasil ainda não tem um órgão nacional de pesquisas oceânicas, sendo que elas ficam concentradas apenas no sistema universitário. A intenção é que o centro coordene o que já é feito dentro das universidades”.
Apoio de navios – Com foco no Oceano Atlântico Sul, a nova instituição poderá contar com a atual frota de navios oceanográficos que são utilizados pela Marinha e por outras universidades.
Entre eles estão as duas embarcações que auxiliam as operações cientificas e militares do Brasil na Antártica – os navios Almirante Maximiano e Ary Rongel – além do Alpha Crucis, que entrou em operação no ano passado e foi adquirido por US$ 11 milhões em parceria da Universidade de São Paulo com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
Pesquisas já desenvolvidas – O novo centro deverá concentrar diferentes áreas de investigação científica. Dados sobre o impacto da exploração do petróleo das camadas de pré-sal no oceano, por exemplo, deverão ser trabalhados por cientistas envolvidos com o novo órgão.
Além disso, também serão priorizadas informações sobre a perda de recifes de corais no país, um fenômeno que tem sido estudado e assusta os cientistas devido à sua velocidade.
De acordo com uma pesquisa, nos últimos 50 anos o país perdeu cerca de 80% desse ecossistema devido à extração e à poluição doméstica e industrial. O restante existente está ameaçado pelos efeitos das mudanças climáticas.
Outro foco importante será buscar mais detalhes sobre a meio-fauna, um ecossistema formado por organismos menores que um milímetro que vivem no ambiente marinho.
Impossíveis de serem vistos a olho nu e inofensivos a humanos, eles podem ser grandes colaboradores na manutenção da qualidade da água e na indicação de problemas ambientais, como a poluição de ambientes marinhos.
(Fonte: AmbienteBrasil - Globo Natureza)
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Brasil desenvolve modelo próprio de análise de mudança climática
Foi apresentado, nesta terça-feira (19), em São Paulo, o “Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre”, o primeiro sistema nacional de simulação do clima global, que traz como principal novidade em relação a seus similares internacionais a inclusão de características mais detalhadas do Brasil e do continente sul-americano.
O sistema foi desenvolvido sob a coordenação do Centro de Ciências do Sistema Terrestre (CCST), braço do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Segundo os cientistas, esse método de modelagem consegue, por exemplo, prever a influência do desmatamento da Amazônia nas correntes de ventos que seguem para outras áreas do planeta, além de determinar seu impacto no regime de chuvas do Hemisfério Sul.
Permite ainda saber como fenômenos climáticos, como a seca, influenciam a atmosfera na região banhada pelo Oceano Atlântico Sul. Os dados utilizados abrangem o período entre 1960 e 2100.
Outro ponto importante e inédito é que a partir de agora os cientistas brasileiros conseguem produzir dados sobre o degelo no Ártico e na Antártica, informações que antes só eram divulgadas por organismos internacionais, como o Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica (NCAR) do governo dos Estados Unidos.
Na prática, segundo Paulo Artaxo, professor de física atmosférica da Universidade de São Paulo e integrante do corpo científico do IPCC, o sistema vai ajudar a sociedade a saber desde a previsão da safra agrícola do país, até como definir políticas públicas contra efeitos de catástrofes climáticas.
“Antes não tínhamos um modelo sofisticado para fazer tais funções. Tanto que é a primeira vez que o Brasil vai alimentar as previsões do IPCC”, disse Artaxo ao G1, referindo-se ao Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas.
As informações produzidas no Brasil serão usadas no quinto relatório desse painel científico internacional, que dá base para negociações globais de medidas contra as mudanças climáticas. A previsão é que o novo relatório seja divulgado a partir de meados de setembro.
Previsão será feita em supercomputador – O modelo brasileiro será rodado no supercomputador Tupã, instalado na unidade do Inpe de Cachoeira Paulista (SP). De acordo com Paulo Nobre, climatologista do instituto e um dos coordenadores do projeto, a modelagem brasileira vai contemplar características que não eram monitoradas por outros sistemas globais de previsão climática.
Informações de florestas tropicais, regiões semiáridas, alterações na vegetação por fogo e emissões de gases serão aliadas ao que acontece na Antártica ou ainda ao impacto causado pelo homem.
“É um esforço importante, que reúne diversas instituições do país e envolve várias regiões (…) O modelo será comparado com resultados das demais modelagens existentes no mundo, que poderão ser usados pelos geradores de políticas públicas do país, em função das mudanças climáticas”, explica.
Degelo dos polos – O novo sistema permite fazer projeções da extensão do gelo marinho no planeta, além do avanço e retração dos glaciares nos polos, principalmente na Antártica, que segundo Nobre, é um lugar com muitas dificuldades em obter informações.
Um dos responsáveis por essa pesquisa é Léo Siqueira, doutor em meteorologia e oceanografia pela Universidade de Miami (EUA) e cientista do Inpe. Ele afirma que a modelagem brasileira utiliza dados atmosféricos e oceânicos para determinar índices de degelo e realizar previsões a respeito.
No entanto, o sistema ainda não contempla índices que sejam enviados diretamente do Ártico ou da Antártica – etapa que ainda precisa ser melhorada, segundo ele.
Mais cientistas – O corpo científico reunido no evento realizado na sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), uma das instituições que apoiam o sistema, pede mais envolvimento de cientistas no projeto. Isso agilizaria o desenvolvimento de novas áreas de previsão.
Nesta fase do projeto, 87 pessoas, entre pesquisadores, estudantes e colaboradores, estiveram envolvidos. No entanto, nos próximos dez anos este número precisará mais que quadruplicar para que o sistema consiga funcionar de forma plena, explica Paulo Nobre.
“Se quisermos ter uma melhora em modelo climático, é necessário enfatizar a necessidade de ter mais pessoas trabalhando na área, para acelerar os processos”, diz Iracema Cavalcanti, pesquisadora do Inpe responsável pela modelagem atmosférica do sistema.
Fonte: Ambiente Brasil - Globo Natureza
O sistema foi desenvolvido sob a coordenação do Centro de Ciências do Sistema Terrestre (CCST), braço do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Segundo os cientistas, esse método de modelagem consegue, por exemplo, prever a influência do desmatamento da Amazônia nas correntes de ventos que seguem para outras áreas do planeta, além de determinar seu impacto no regime de chuvas do Hemisfério Sul.
Permite ainda saber como fenômenos climáticos, como a seca, influenciam a atmosfera na região banhada pelo Oceano Atlântico Sul. Os dados utilizados abrangem o período entre 1960 e 2100.
Outro ponto importante e inédito é que a partir de agora os cientistas brasileiros conseguem produzir dados sobre o degelo no Ártico e na Antártica, informações que antes só eram divulgadas por organismos internacionais, como o Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica (NCAR) do governo dos Estados Unidos.
Na prática, segundo Paulo Artaxo, professor de física atmosférica da Universidade de São Paulo e integrante do corpo científico do IPCC, o sistema vai ajudar a sociedade a saber desde a previsão da safra agrícola do país, até como definir políticas públicas contra efeitos de catástrofes climáticas.
“Antes não tínhamos um modelo sofisticado para fazer tais funções. Tanto que é a primeira vez que o Brasil vai alimentar as previsões do IPCC”, disse Artaxo ao G1, referindo-se ao Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas.
As informações produzidas no Brasil serão usadas no quinto relatório desse painel científico internacional, que dá base para negociações globais de medidas contra as mudanças climáticas. A previsão é que o novo relatório seja divulgado a partir de meados de setembro.
Previsão será feita em supercomputador – O modelo brasileiro será rodado no supercomputador Tupã, instalado na unidade do Inpe de Cachoeira Paulista (SP). De acordo com Paulo Nobre, climatologista do instituto e um dos coordenadores do projeto, a modelagem brasileira vai contemplar características que não eram monitoradas por outros sistemas globais de previsão climática.
Informações de florestas tropicais, regiões semiáridas, alterações na vegetação por fogo e emissões de gases serão aliadas ao que acontece na Antártica ou ainda ao impacto causado pelo homem.
“É um esforço importante, que reúne diversas instituições do país e envolve várias regiões (…) O modelo será comparado com resultados das demais modelagens existentes no mundo, que poderão ser usados pelos geradores de políticas públicas do país, em função das mudanças climáticas”, explica.
Degelo dos polos – O novo sistema permite fazer projeções da extensão do gelo marinho no planeta, além do avanço e retração dos glaciares nos polos, principalmente na Antártica, que segundo Nobre, é um lugar com muitas dificuldades em obter informações.
Um dos responsáveis por essa pesquisa é Léo Siqueira, doutor em meteorologia e oceanografia pela Universidade de Miami (EUA) e cientista do Inpe. Ele afirma que a modelagem brasileira utiliza dados atmosféricos e oceânicos para determinar índices de degelo e realizar previsões a respeito.
No entanto, o sistema ainda não contempla índices que sejam enviados diretamente do Ártico ou da Antártica – etapa que ainda precisa ser melhorada, segundo ele.
Mais cientistas – O corpo científico reunido no evento realizado na sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), uma das instituições que apoiam o sistema, pede mais envolvimento de cientistas no projeto. Isso agilizaria o desenvolvimento de novas áreas de previsão.
Nesta fase do projeto, 87 pessoas, entre pesquisadores, estudantes e colaboradores, estiveram envolvidos. No entanto, nos próximos dez anos este número precisará mais que quadruplicar para que o sistema consiga funcionar de forma plena, explica Paulo Nobre.
“Se quisermos ter uma melhora em modelo climático, é necessário enfatizar a necessidade de ter mais pessoas trabalhando na área, para acelerar os processos”, diz Iracema Cavalcanti, pesquisadora do Inpe responsável pela modelagem atmosférica do sistema.
Fonte: Ambiente Brasil - Globo Natureza
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Novas tecnologias levam turbinas eólicas para o alto mar
Especialistas buscam soluções para a instalação de turbinas eólicas flutuantes, hoje limitadas apenas às águas rasas. Dois protótipos já estão em teste, mas ainda é cedo para saber quem vai ganhar essa competição.
Construir um moinho de vento no meio do oceano é uma tarefa complicada e exige muito tempo e dinheiro. A torre tem que estar bem ancorada no fundo do mar, para garantir sua estabilidade e suportar as variações extremas dos ventos e das ondas. Sendo assim, os projetos só se tornam viáveis em profundidades inferiores a 50 metros.
No entanto, uma nova geração de turbinas eólicas não apresenta essas dificuldades. Montadas sobre pontões ligados ao fundo do mar por longos cabos de aço, as turbinas eólicas flutuantes são a grande novidade no mundo da energia renovável. Os primeiros protótipos já estão sendo testados, porém, alguns problemas ainda persistem.
Torre flutuante – Desde 2009, o protótipo de turbina de energia eólica mais avançada do mundo se encontra no Mar do Norte, na costa da Noruega. A turbina gigante é chamada de Hywind e tem o formato de uma enorme garrafa flutuante. No topo da torre, sobressaem as pás que formam o rotor. O “corpo” da garrafa se aprofunda no mar e é preenchido com cimento pesado, o que dá a turbina a estabilidade para se manter na posição vertical, mesmo com o mau tempo.
Mas essa não é a única maneira de se produzir uma turbina eólica flutuante. Partindo do mesmo princípio que a Hywind, a alternativa é a ilha flutuante. O protótipo Wildfloat está em funcionamento desde 2011 no litoral português. Trata-se de uma turbina montada sobre uma grande base triangular, em que cada uma das três pontas têm pontões flutuantes independentes.
A companhia sueca Hexicon planeja desenvolver um pontão com meio quilômetro de comprimento, capaz de suportar 24 turbinas. Seria um completo parque gerador de energia eólica flutuante.
Ancoradas com segurança – Para o sistema ter a estabilidade necessária, os pontões têm que ser amarrados a enormes blocos de concreto no fundo do oceano. As empresas envolvidas no desenvolvimento dos projetos acreditam que o sistema pode funcionam em águas com até 700 metros de profundidade.
Frank Sander, engenheiro da Universidade de Stuttgart, acredita que a nova tecnologia tem um grande potencial. “Diversos países têm regiões costeiras bastante íngremes”, disse o engenheiro à DW. “Turbinas eólicas flutuantes seriam a única chance de aproveitarem o vento do oceano.”
Outra vantagem dos parques flutuantes é o custo. As pás do rotor podem ser montadas em terra firme, antes da instalação da torre. Isso evita o caro trabalho de construção feito em alto mar.
Mas há também desvantagens. Como um navio, as turbinas flutuantes balançam com as ondas. A princípio a solução desse problema é simples: deixar o dispositivo mais pesado, menos suscetível as ondas. Mas isso exige uma quantidade muito grande de material, disse Sander. “Com o preço atual do aço, sairia muito caro.”
Engenheiros estão trabalhando em soluções para reduzir o custo extra de material. Uma das ideias é o sistema inteligente que bombeia água de um tanque para o outro, estabilizando a turbina. Outra estratégia é regular a tensão dos cabos para estabilizar a estrutura quando o mar estiver agitado.
Balanço constante – Não importa quantos truques os engenheiros usem, nunca será possível estabilizar as turbinas flutuantes ao ponto de ficarem completamente fixas. Elas vão sempre balançar.
“Na ondulação do mar, as instalações podem inclinar até 15 graus”, explica Andreas Heege, diretor da LMS Samtech, empresa com base em Barcelona que produz software para turbinas eólicas. Ele acrescenta que as hélices das turbinas eólicas no mercado não são feitas para funcionar nessas condições.
Expostas a movimentos constantes, as turbinas eólicas flutuantes têm um desgaste muito maior do que as instalações em terra firme. O balanço também interfere na geração de energia. Quando a bobina é atingida pelo vento e existe uma variação de intensidade no momento seguinte, ela balança para o lado oposto. “O resultado é uma geração irregular de energia que tem que ser equilibrada com o ajuste cuidadoso das hélices”, explica Heege.
Uma coisa é clara: simplesmente montar uma turbina eólica comum sobre um pontão no mar não vai dar certo. Os engenheiros precisão desenvolver novos rotores, adequados a essas condições.
Tudo depende do preço – As duas tecnologias estão sendo testadas, mas ainda é cedo para saber quem vai ganhar essa competição. Ambos os protótipos tiveram bons resultados, disse Frank Sandner. “Ainda não se tornou aparente qual conceito é superior.”
Em ambos os casos, a questão mais importante é a viabilidade comercial. Qual das duas turbinas pode produzir energia de maneira mais eficiente e confiável e com o menor custo. Os especialistas calculam que as estruturas terão que ser produzidas de maneira mais enxuta, utilizando menos material – o que, por outro lado, compromete a estabilidade.
Para Heege, a questão é justamente achar o ponto de equilíbrio. “A fim de criarmos algo economicamente viável, teremos que ir além do possível.”
(Fonte: Ambiente Brasil - Portal Terra)
Construir um moinho de vento no meio do oceano é uma tarefa complicada e exige muito tempo e dinheiro. A torre tem que estar bem ancorada no fundo do mar, para garantir sua estabilidade e suportar as variações extremas dos ventos e das ondas. Sendo assim, os projetos só se tornam viáveis em profundidades inferiores a 50 metros.
No entanto, uma nova geração de turbinas eólicas não apresenta essas dificuldades. Montadas sobre pontões ligados ao fundo do mar por longos cabos de aço, as turbinas eólicas flutuantes são a grande novidade no mundo da energia renovável. Os primeiros protótipos já estão sendo testados, porém, alguns problemas ainda persistem.
Torre flutuante – Desde 2009, o protótipo de turbina de energia eólica mais avançada do mundo se encontra no Mar do Norte, na costa da Noruega. A turbina gigante é chamada de Hywind e tem o formato de uma enorme garrafa flutuante. No topo da torre, sobressaem as pás que formam o rotor. O “corpo” da garrafa se aprofunda no mar e é preenchido com cimento pesado, o que dá a turbina a estabilidade para se manter na posição vertical, mesmo com o mau tempo.
Mas essa não é a única maneira de se produzir uma turbina eólica flutuante. Partindo do mesmo princípio que a Hywind, a alternativa é a ilha flutuante. O protótipo Wildfloat está em funcionamento desde 2011 no litoral português. Trata-se de uma turbina montada sobre uma grande base triangular, em que cada uma das três pontas têm pontões flutuantes independentes.
A companhia sueca Hexicon planeja desenvolver um pontão com meio quilômetro de comprimento, capaz de suportar 24 turbinas. Seria um completo parque gerador de energia eólica flutuante.
Ancoradas com segurança – Para o sistema ter a estabilidade necessária, os pontões têm que ser amarrados a enormes blocos de concreto no fundo do oceano. As empresas envolvidas no desenvolvimento dos projetos acreditam que o sistema pode funcionam em águas com até 700 metros de profundidade.
Frank Sander, engenheiro da Universidade de Stuttgart, acredita que a nova tecnologia tem um grande potencial. “Diversos países têm regiões costeiras bastante íngremes”, disse o engenheiro à DW. “Turbinas eólicas flutuantes seriam a única chance de aproveitarem o vento do oceano.”
Outra vantagem dos parques flutuantes é o custo. As pás do rotor podem ser montadas em terra firme, antes da instalação da torre. Isso evita o caro trabalho de construção feito em alto mar.
Mas há também desvantagens. Como um navio, as turbinas flutuantes balançam com as ondas. A princípio a solução desse problema é simples: deixar o dispositivo mais pesado, menos suscetível as ondas. Mas isso exige uma quantidade muito grande de material, disse Sander. “Com o preço atual do aço, sairia muito caro.”
Engenheiros estão trabalhando em soluções para reduzir o custo extra de material. Uma das ideias é o sistema inteligente que bombeia água de um tanque para o outro, estabilizando a turbina. Outra estratégia é regular a tensão dos cabos para estabilizar a estrutura quando o mar estiver agitado.
Balanço constante – Não importa quantos truques os engenheiros usem, nunca será possível estabilizar as turbinas flutuantes ao ponto de ficarem completamente fixas. Elas vão sempre balançar.
“Na ondulação do mar, as instalações podem inclinar até 15 graus”, explica Andreas Heege, diretor da LMS Samtech, empresa com base em Barcelona que produz software para turbinas eólicas. Ele acrescenta que as hélices das turbinas eólicas no mercado não são feitas para funcionar nessas condições.
Expostas a movimentos constantes, as turbinas eólicas flutuantes têm um desgaste muito maior do que as instalações em terra firme. O balanço também interfere na geração de energia. Quando a bobina é atingida pelo vento e existe uma variação de intensidade no momento seguinte, ela balança para o lado oposto. “O resultado é uma geração irregular de energia que tem que ser equilibrada com o ajuste cuidadoso das hélices”, explica Heege.
Uma coisa é clara: simplesmente montar uma turbina eólica comum sobre um pontão no mar não vai dar certo. Os engenheiros precisão desenvolver novos rotores, adequados a essas condições.
Tudo depende do preço – As duas tecnologias estão sendo testadas, mas ainda é cedo para saber quem vai ganhar essa competição. Ambos os protótipos tiveram bons resultados, disse Frank Sandner. “Ainda não se tornou aparente qual conceito é superior.”
Em ambos os casos, a questão mais importante é a viabilidade comercial. Qual das duas turbinas pode produzir energia de maneira mais eficiente e confiável e com o menor custo. Os especialistas calculam que as estruturas terão que ser produzidas de maneira mais enxuta, utilizando menos material – o que, por outro lado, compromete a estabilidade.
Para Heege, a questão é justamente achar o ponto de equilíbrio. “A fim de criarmos algo economicamente viável, teremos que ir além do possível.”
(Fonte: Ambiente Brasil - Portal Terra)
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Governo do Rio começa obras para despoluir a praia de Ipanema
As obras de construção de duas estações elevatórias de esgoto subterrâneo na Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, foram iniciadas nesta quinta-feira (31).
Segundo o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, que apresentou o projeto, o objetivo é evitar que esgoto clandestino e águas residuais de qualquer natureza sejam despejados na praia de Ipanema. A previsão é que as obras sejam concluídas em agosto deste ano.
As elevatórias são parte do Projeto Sena Limpa, cujos custos chegam a R$ 150 milhões. A parceria do governo do Estado com a prefeitura vai despoluir as seis principais praias da capital fluminense até 2014.
Desde de 2012, estão em andamento as obras de recuperação ambiental das praias de São Conrado, do Leblon, de Ipanema, do Leme e da Urca, todas na zona sul, e da Bica, na Ilha do Governador, dentro da Baía de Guanabara.
(Fonte: Ambiente Brasil - Agência Brasil)
Segundo o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, que apresentou o projeto, o objetivo é evitar que esgoto clandestino e águas residuais de qualquer natureza sejam despejados na praia de Ipanema. A previsão é que as obras sejam concluídas em agosto deste ano.
As elevatórias são parte do Projeto Sena Limpa, cujos custos chegam a R$ 150 milhões. A parceria do governo do Estado com a prefeitura vai despoluir as seis principais praias da capital fluminense até 2014.
Desde de 2012, estão em andamento as obras de recuperação ambiental das praias de São Conrado, do Leblon, de Ipanema, do Leme e da Urca, todas na zona sul, e da Bica, na Ilha do Governador, dentro da Baía de Guanabara.
(Fonte: Ambiente Brasil - Agência Brasil)
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Pesquisador alerta para ameaça de extinção de um dos menores golfinhos do mundo
Cetáceo encontrado na América do Sul, a toninha está em risco de extinção, além de bastante ameaçada pela pesca de emalhe – modalidade feita com as chamadas redes de pesca passivas, nas quais os animais ficam presos em suas malhas devido ao seu próprio movimento. O alerta é do pesquisador do Laboratório de Mamíferos Marinhos da Universidade Federal do Rio Grande (UFRG), Emanuel Carvalho Ferreira.
“A pescaria de emalhe é o que mais afeta e põe em risco esse animal. A toninha é uma espécie costeira que habita águas rasas e, muitas vezes, as áreas de pesca sobrepõem com as de ocorrência da toninha”. O cetáceo é uma das menores espécies de golfinho do mundo e pode ser encontrado em águas de até cerca de 35 metros de profundidade, da costa do Espírito Santo à Argentina. O animal tem coloração parda-marrom, bico comprido e mede entre 1,30 e 1,70 metro.
A pesca de emalhe acaba levando à captura acidental e à morte de quase mil toninhas por ano, somente no Rio Grande do Sul, disse o pesquisador à Agência Brasil. Ele é autor da pesquisa A Mortalidade de Toninhas nas Pescarias de Emalhe na Costa Sul do Rio Grande do Sul. O estudo constatou que, se fosse proibida a pesca em águas consideradas rasas, a área de proteção ambiental poderia diminuir em até 75% a captura desses animais. Ferreira explicou que a pescaria de emalhe vai de 5 a 150 metros de profundidade. “É uma pescaria direcionada para peixes de fundo”.
A pesca de emalhe é denominada passiva porque a rede é deixada na água por algumas horas antes de ser recolhida. “Hoje em dia o problema é com o tamanho das redes”, disse o pesquisador. Até pouco tempo encontravam-se redes com até 35 quilômetros de extensão. “Uma rede com 35 quilômetros de extensão deixada no mar por seis a oito horas, vira uma barreira não só para a toninha, mas para qualquer espécie de vida marinha que pode ser capturada pela pesca”.
Ferreira quer sensibilizar as autoridades governamentais para que delimitem a pesca de emalhe somente para águas profundas e que as redes atinjam o tamanho de 7,5 quilômetros de extensão, fixado como preferencial para essa prática no Plano Nacional para a Conservação da Toninha, elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
No ano passado saiu a regulamentação desse tipo de pesca. A norma estabelece o escalonamento do tamanho das redes. Enquanto na costa do Rio Grande do Sul, as embarcações grandes não podem levar redes com mais de 16 quilômetros, em outros estados, como Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, são permitidas redes com até 18 quilômetros de extensão.
“É preciso diminuir mais”, disse Ferreira. Para ele, o escalonamento é um ponto de partida, embora o ideal, preconizado no Plano Nacional para a Conservação da Toninha, sejam redes com até 7,5 quilômetros. O plano determina que o tamanho das redes diminua de forma gradual ao longo dos anos. Ferreira defende que isso ocorra com urgência, uma vez que essa modalidade de pesca não ameaça somente a toninha.
“Atinge espécies de tartarugas, algumas aves e espécies de tubarões ameaçados de extinção, que se reproduzem em regiões rasas”. É o caso do tubarão-cação anjo, cuja captura comercial já está proibida. Se a pesca for proibida nessas regiões, o pesquisador acredita que o ecossistema marinho será preservado.
(Fonte: AmbienteBrasil - Agência Brasil)
“A pescaria de emalhe é o que mais afeta e põe em risco esse animal. A toninha é uma espécie costeira que habita águas rasas e, muitas vezes, as áreas de pesca sobrepõem com as de ocorrência da toninha”. O cetáceo é uma das menores espécies de golfinho do mundo e pode ser encontrado em águas de até cerca de 35 metros de profundidade, da costa do Espírito Santo à Argentina. O animal tem coloração parda-marrom, bico comprido e mede entre 1,30 e 1,70 metro.
A pesca de emalhe acaba levando à captura acidental e à morte de quase mil toninhas por ano, somente no Rio Grande do Sul, disse o pesquisador à Agência Brasil. Ele é autor da pesquisa A Mortalidade de Toninhas nas Pescarias de Emalhe na Costa Sul do Rio Grande do Sul. O estudo constatou que, se fosse proibida a pesca em águas consideradas rasas, a área de proteção ambiental poderia diminuir em até 75% a captura desses animais. Ferreira explicou que a pescaria de emalhe vai de 5 a 150 metros de profundidade. “É uma pescaria direcionada para peixes de fundo”.
A pesca de emalhe é denominada passiva porque a rede é deixada na água por algumas horas antes de ser recolhida. “Hoje em dia o problema é com o tamanho das redes”, disse o pesquisador. Até pouco tempo encontravam-se redes com até 35 quilômetros de extensão. “Uma rede com 35 quilômetros de extensão deixada no mar por seis a oito horas, vira uma barreira não só para a toninha, mas para qualquer espécie de vida marinha que pode ser capturada pela pesca”.
Ferreira quer sensibilizar as autoridades governamentais para que delimitem a pesca de emalhe somente para águas profundas e que as redes atinjam o tamanho de 7,5 quilômetros de extensão, fixado como preferencial para essa prática no Plano Nacional para a Conservação da Toninha, elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
No ano passado saiu a regulamentação desse tipo de pesca. A norma estabelece o escalonamento do tamanho das redes. Enquanto na costa do Rio Grande do Sul, as embarcações grandes não podem levar redes com mais de 16 quilômetros, em outros estados, como Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, são permitidas redes com até 18 quilômetros de extensão.
“É preciso diminuir mais”, disse Ferreira. Para ele, o escalonamento é um ponto de partida, embora o ideal, preconizado no Plano Nacional para a Conservação da Toninha, sejam redes com até 7,5 quilômetros. O plano determina que o tamanho das redes diminua de forma gradual ao longo dos anos. Ferreira defende que isso ocorra com urgência, uma vez que essa modalidade de pesca não ameaça somente a toninha.
“Atinge espécies de tartarugas, algumas aves e espécies de tubarões ameaçados de extinção, que se reproduzem em regiões rasas”. É o caso do tubarão-cação anjo, cuja captura comercial já está proibida. Se a pesca for proibida nessas regiões, o pesquisador acredita que o ecossistema marinho será preservado.
(Fonte: AmbienteBrasil - Agência Brasil)
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Material plástico no mar aumentará nos próximos 500 anos, diz cientista
As grandes concentrações de lixo nos oceanos, chamadas também de “sopa de plástico”, devem aumentar de tamanho nos próximos 500 anos, apesar dos esforços para eliminar este poluente, de acordo com cientistas da Austrália, em entrevista à mídia local nesta terça-feira (22).
A formação dessa “crosta” nos oceanos é muito lenta, mas sua presença tem um impacto negativo de longo prazo, destacou o cientista Erik Van Sebelle, um dos autores da pesquisa feita pelo Conselho Australiano de Investigação. “Mesmo que deixemos de jogar lixo plástico nos oceanos, essas massas seguirão crescendo”, comentou.
Formadas pela ação das correntes superficiais marítimas, essas massas de plástico “crescem devido à acumulação de todo o plástico que já foi jogado e que não tenha sido acumulado nesses locais”, explicou o especialista.
Em 1997, o oceanógrafo Charles Moore descobriu a denominada “Grande Porção de Lixo do Pacífico”, uma zona de detritos que se estende entre a costa da Califórnia, nos Estados Unidos, rodeia o Havaí e chega até o Japão. Essas superfícies de lixo concentram grandes quantidades de plástico e outros resíduos trazidos pelas correntes oceânicas.
Risco ambiental – Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), 13 mil partículas de lixo plástico são encontradas em cada quilômetro quadrado do mar, mas o problema é maior no Norte do Pacífico.
As partículas plásticas estão sendo aspiradas pelas criaturas do mar e pelas aves, e a mistura é rica em produtos químicos tóxicos. Pássaros e peixes morrem de inanição por confundirem as partículas plásticas com alimento. Estudos já comprovaram que até mesmo os plânctons, a base da cadeia alimentar, estão sendo impactados.
Se a densidade do microplástico continuar a crescer, o número de insetos aumentará também, alertaram os cientistas, “potencialmente às custas de presas como o zooplâncton e os ovos de peixes”.
(Fonte: AmbienteBrasil - Globo Natureza)
A formação dessa “crosta” nos oceanos é muito lenta, mas sua presença tem um impacto negativo de longo prazo, destacou o cientista Erik Van Sebelle, um dos autores da pesquisa feita pelo Conselho Australiano de Investigação. “Mesmo que deixemos de jogar lixo plástico nos oceanos, essas massas seguirão crescendo”, comentou.
Formadas pela ação das correntes superficiais marítimas, essas massas de plástico “crescem devido à acumulação de todo o plástico que já foi jogado e que não tenha sido acumulado nesses locais”, explicou o especialista.
Em 1997, o oceanógrafo Charles Moore descobriu a denominada “Grande Porção de Lixo do Pacífico”, uma zona de detritos que se estende entre a costa da Califórnia, nos Estados Unidos, rodeia o Havaí e chega até o Japão. Essas superfícies de lixo concentram grandes quantidades de plástico e outros resíduos trazidos pelas correntes oceânicas.
Risco ambiental – Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), 13 mil partículas de lixo plástico são encontradas em cada quilômetro quadrado do mar, mas o problema é maior no Norte do Pacífico.
As partículas plásticas estão sendo aspiradas pelas criaturas do mar e pelas aves, e a mistura é rica em produtos químicos tóxicos. Pássaros e peixes morrem de inanição por confundirem as partículas plásticas com alimento. Estudos já comprovaram que até mesmo os plânctons, a base da cadeia alimentar, estão sendo impactados.
Se a densidade do microplástico continuar a crescer, o número de insetos aumentará também, alertaram os cientistas, “potencialmente às custas de presas como o zooplâncton e os ovos de peixes”.
(Fonte: AmbienteBrasil - Globo Natureza)
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